Augusto Boal

É um dos únicos homens de teatro a escrever sua prática, formulando teorias a respeito de seu trabalho. Tornou-se uma referência do teatro brasileiro.

SubtipoCinema / Vídeo / Teatro

Ramo de AtividadesTeatro

Local de NascimentoPenha, Rio de Janeiro

Data de Nascimento16/03/1931

BiografiaDiretor, autor e teórico, é um dos únicos homens de teatro a escrever sobre sua prática, formulando teorias a respeito de seu trabalho. Com isso, tornou-se uma referência do teatro brasileiro. Boal é o criador da metodologia do Teatro do Oprimido, que reúne diversas técnicas teatrais, que estabelecem uma comunicação ativa entre espectadores e atores. Hoje, essa metodologia é amplamente praticada em mais de 70 países dos cinco continentes.

Boal foi um dos 11 laureados com o prêmio anual da Fundação Príncipe Claus da Holanda, por seu trabalho, que enfoca conflitos de maneira inovadora, contribuindo para a criação de culturas, que estimulam a tolerância e a coexistência pacífica.

Desde criança, escrevia, ensaiava e montava peças nos encontros de família. O mestre se formou em engenharia e, paralelamente, desenvolveu pesquisas e criou textos teatrais lidos e comentados por Nelson Rodrigues.

Estudou nos EUA com John Gasner e, em 1956, voltou ao Brasil para dirigir o Teatro de Arena de São Paulo. A partir de 1964, a ditadura militar perseguia os artistas e grupos com preocupações sociais e políticas. Em 1968, o AI-5 apertava mais o cerco. Em 1970, começavam os primeiros experimentos do Núcleo Dois do Arena, embrião do Teatro do Oprimido.

Em 1971, Augusto Boal é preso, torturado e exilado. Em seu exílio na Argentina, dirige e monta alguns trabalhos e começa a desenvolver novas técnicas do Teatro do Oprimido. Depois vai para Lisboa, Portugal, em 1976, e dois anos depois, passa a lecionar na Université de Sorbonne-Nouvelle.

Boal trabalhou em muitos países europeus e, antes de regressar definitivamente ao Brasil, monta duas importantes peças no Rio de Janeiro. Em 1986, Boal regressa ao Brasil a convite do então secretário de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Darcy Ribeiro, para dirigir a Fábrica de Teatro Popular. Ainda em 1986, junto a artistas populares, cria o Centro de Teatro do Oprimido - CTO-Rio. Boal foi eleito vereador pelo Rio de Janeiro, em 1992.

De volta ao CTO-Rio, realiza diversos trabalhos, inclusive transformando óperas como Carmem, de Bizet, e La Traviata em Sambóperas.

Sua mais recente pesquisa é a estética do Oprimido. Autor de diversas obras literárias, lançadas nos mais diversos idiomas, coleciona um extraordinário arsenal de prêmios e honrarias

Sua principal criação, o Teatro do Oprimido, é, hoje, uma realidade mundial, sendo a metodologia teatral mais conhecida e praticada nos cinco continentes.

Augusto Boal foi um dos pré-indicados para receber o Prêmio Nobel da Paz, em 2008.

Prêmios Recebidos:

1962 : Prêmio PADRE VENTURA, melhor diretor - São Paulo

1963 – Premio SACY, melhor diretor, São Paulo

1965 – Premio SACY, São Paulo, Brasil

1959-1965 – Vários prêmios de Associações de Críticos de Teatro do Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e São Paulo

1965 - Prêmio MOLIÉRE pelo espetáculo A Mandrágora de Machiavel - Brasil

1967 - Prêmio MOLIÉRE pela criação do "Sistema Curinga" - Brasil

1971 -OBIE AWARD para o melhor espetáculo off - Broadway. LATIN AMERICAN FAIR OF OPINION, EUA

1981 - OFFICIER DES ARTS ET DES LETTRES – Ministére de la Culture, França

- Prémio OLLANTAY, de Creación y Investigación Teatral, CELCIT, Venezuela

1994 - Prêmio CULTURAL AWARD da cidade de Gävle, Suécia

- Medalha PABLO PICASSO da UNESCO

1995 - OUTSTANDING CULTURAL CONTRIBUTION - Academy of the Arts - Queensland University of Technology, Austrália

- PRIX CULTURAL - Institut Für Jugendarbeit - Gauting, Baviera

- THE BEST SPECIAL PRESENTATION - Manchester News – UK

1996 - Doctor Honoris Causa in Humane Letters, University of Nebraska, EUA

- O TRADITA INNOVARE, INNOVATA TRADERE, University of Göteborg, Suécia

1997 - LIFETIME ACHIEVEMENT AWARD, American Theatre Association in Higher Education, ATHE, EUA

- PRIX DU MÉRITE, Ministére de la Culture do Egito

1998 - PREMI D´HONOR, Institutet de Teatre, Barcelona, Espanha

- PREMIO DE HONOR, Instituto de Teatro, Ciudad de Puebla, México

1999 - Honra ao mérito. União e Olho Vivo. Brasil.

2000 - Proclamation of the City of Bowling Green, Ohio. EUA

- Doctor Honoris Causa in Fine Arts, Worcester State College, EUA

- Montgomery Fellow, Dartmouth College, Hanover, EUA

2001 - Nominated (for July, 2001) DOCTOR HONORIS CAUSA in Literature, University of London, Queen Mary, UK

- International Award for Contribution of Development of Drama Education, Grozdanin Kikot.

2002 - Baluarte do Samba, homenagem da Escola de Samba Acadêmicos da Barra da Tijuca

2005 - Comendador Governo Federal. Brasil.

Obras:

“JaneStipfire” – edição revisada - Civilização Brasileira – 2003
“O Teatro como arte marcial” - Garamond – 2003
"Hamlet e o filho do padeiro" - Civilização Brasileira – 2000
Jogos para atores e não atores - Civilização Brasileira – 1999
Teatro Legislativo Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996
Aqui Ninguém é Burro! Rio de Janeiro: Revan, 1996
O Suicida com Medo da Morte Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992
Duzentos Exercícios e Jogos para Ator e Não-Ator com Vontade de Dizer Algo através do Teatro - Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991
O Arco-Iris do Desejo - Rio de Janerio: Civilização Brasileira, 1990
Teatro de Augusto Boal 2 São Paulo: HUCITEC,1986
Teatro de Augusto Boal 1 São Paulo: HUCITEC,1986
O Corsário do Rei Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986
Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas - RJ: Civilização Brasileira, 1985
Stop C’est Magique Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980
Milagre no Brasil Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979
Murro em Ponta de Faca São Paulo: HUCITEC, 1978
Jane Spitfire Rio de Janeiro: DECRI,1977
Técnicas Latino-Americanas de Teatro Popular, São Paulo: HUCITEC, 1975
Crônicas de Nuestra América, São Paulo: CODECRI, 1973
Categorias de Teatro Popular Buenos Aires: Ediciones CEPE,1972
Arena conta Tiradentes São Paulo: Sagarana,1967

 

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